Como Chegar à Torre de Belém a Partir do Centro de Lisboa
O pitoresco elétrico 15E, o comboio mais rápido da Linha de Cascais, o passeio ribeirinho e a arte de integrar a torre numa meia jornada que inclui os Jerónimos e os Pastéis de Belém.
A Torre de Belém situa-se a cerca de seis quilómetros a oeste do centro de Lisboa, na frente ribeirinha do Tejo, no bairro de Belém, e a própria viagem até lá faz parte do prazer da visita. O bairro é um núcleo de monumentos — a torre, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos e a pastelaria original dos Pastéis de Belém, todos a uma curta distância a pé uns dos outros —, pelo que a maioria dos visitantes opta por uma visita de meio dia, em vez de se limitar à torre. Há três formas fáceis de sair do centro: o histórico elétrico que serpenteia ao longo do rio, um rápido comboio suburbano e várias carreiras de autocarro, além da possibilidade de caminhar ou pedalar pelo plano caminho ribeirinho. Este guia compara-as em termos de tempo, cenário e custo, e sugere uma sequência para os pontos de interesse de Belém, para que a torre se encaixe perfeitamente no seu dia.
A opção panorâmica: elétrico 15E
A forma clássica de chegar a Belém é o elétrico 15E, que percorre a frente ribeirinha desde a Praça da Figueira e a Praça do Comércio, no centro da cidade, até Belém em cerca de 25 minutos. Ao contrário dos pequenos elétricos vintage de Lisboa, o 15E utiliza carruagens modernas, longas e articuladas, pelo que tem mais capacidade, embora no verão encha igualmente de turistas. O percurso acompanha o Tejo numa grande extensão, proporcionando vislumbres do rio e da Ponte 25 de Abril, e deixa-o a uma curta caminhada tanto do Mosteiro dos Jerónimos como da torre. O bilhete simples tem um custo acessível e o elétrico está abrangido pelo cartão recarregável Viva Viagem / Navegante, utilizado em toda a rede de transportes de Lisboa.
Embarque na Praça da Figueira para ter a melhor probabilidade de conseguir um lugar sentado, uma vez que o elétrico atinge o seu pico de lotação ao chegar à Praça do Comércio. Encoste o seu cartão Viva Viagem ao validar o embarque; uma viagem simples custa pouco mais de três euros se adquirida individualmente, e um valor por viagem bastante inferior se carregar um passe diário. Segure bem os seus pertences nas partidas de verão mais cheias, pois o 15E é um local conhecido pela atuação de carteiristas que se aproveitam da aglomeração turística. Saia nas paragens do Largo da Princesa ou de Belém; a torre fica depois a uma caminhada de cinco a dez minutos para oeste ao longo da frente ribeirinha, passando pelo monumento do Padrão dos Descobrimentos.
A opção rápida: o comboio da Linha de Cascais
Se a rapidez for mais importante do que a paisagem, o comboio suburbano da linha de Cascais é o trajeto mais rápido. Os comboios partem da estação do Cais do Sodré — servida pela linha verde do metro e situada junto ao rio — e chegam à estação de Belém em cerca de sete minutos. Da estação de Belém, são uns planos dez minutos a pé para sudoeste até à torre, atravessando a via rápida costeira pela passagem pedonal de acesso à marginal. Os comboios circulam com grande frequência ao longo do dia, e o mesmo cartão Viva Viagem / Navegante funciona aqui também, tornando esta a opção mais fiável quando os elétricos seguem apinhados na época alta.
O comboio é igualmente a melhor escolha se depois pretende continuar para oeste — para o Estoril ou Cascais ao início da tarde —, uma vez que Belém é apenas uma paragem nessa linha. O único pormenor a ter em conta é que a estação de Belém o deixa no lado interior da linha férrea e da via rápida costeira, pelo que deve seguir a sinalização para a passagem inferior ribeirinha em vez de tentar atravessar os carris. Uma vez do outro lado, o Padrão dos Descobrimentos surge em frente e a torre fica a um curto passeio para oeste, permitindo-lhe assim chegar entre os monumentos, e não pelas traseiras.
Autocarros, a pé e de bicicleta
Várias carreiras de autocarro da Carris servem a Avenida da Índia e a Avenida Brasília, em Belém, e param perto dos monumentos; são úteis se o seu hotel não estiver próximo do elétrico ou do comboio, mas são mais lentas e menos cénicas do que as opções ferroviárias. Para os mais enérgicos, todo o percurso desde o centro pode ser feito a pé ou de bicicleta ao longo do plano passeio ribeirinho, vedado ao trânsito, que agora se estende por grande parte do caminho entre o Cais do Sodré e Belém. A caminhada demora cerca de uma hora e um quarto a um passo tranquilo; de bicicleta ou trotinete elétrica, são vinte a trinta minutos, e o sistema de bicicletas partilhadas ancorado em docas e as trotinetes de aluguer de Lisboa tornam esta opção genuinamente prática com bom tempo.
Conduzir é a opção a evitar. O estacionamento em Belém é limitado, os parques junto à marginal enchem cedo nas manhãs de época alta, e o sistema de sentidos únicos em volta dos monumentos é incómodo. Se tiver mesmo de ir de carro, chegue antes das 10:00 ou prepare-se para andar às voltas. Para quase todos os visitantes, o elétrico na ida e o comboio no regresso — ou vice-versa — é a combinação mais eficiente: desfruta do cénico passeio à beira-rio num dos sentidos e de um regresso rápido quando já estiver cansado depois de subir à torre e de caminhar pelas imediações dos monumentos de Belém.
Como integrar a torre numa meia jornada em Belém
Belém recompensa uma visita de meio dia, em vez de uma passagem rápida para marcar na lista. Um plano bem doseado começa cedo no Mosteiro dos Jerónimos, que abre para longas filas de espera a meio da manhã, seguindo depois para a Torre de Belém com um bilhete de acesso com hora marcada para o final da manhã ou início da tarde, com o Padrão dos Descobrimentos e o seu miradouro no topo do elevador pelo meio. Inclua uma paragem na histórica pastelaria Pastéis de Belém — o berço dos famosos pastéis de nata de Lisboa desde 1837 —, idealmente fora da hora de ponta do almoço. Os monumentos situam-se a uns dez a quinze minutos a pé uns dos outros, ao longo da marginal e dos jardins da Praça do Império.
Reservar antecipadamente um bilhete com hora de entrada marcada para a torre é o que torna este itinerário viável, pois elimina a imprevisível fila da bilheteira e permite-lhe planear o resto do dia em torno de uma hora fixa de entrada. Se dispuser apenas de um par de horas, dê prioridade à torre e ao mosteiro — as duas metades do mesmo Património Mundial da UNESCO — e admire o Padrão dos Descobrimentos por fora. Leve água e um chapéu no verão; o percurso a pé entre os pontos de interesse é desabrigado, e há pouca sombra no terraço da torre ou ao longo do passeio ribeirinho.
Perguntas frequentes
Qual é a forma mais fácil de chegar à Torre de Belém?
O elétrico 15E a partir da Praça da Figueira ou da Praça do Comércio é o percurso clássico e cénico, demorando cerca de 25 minutos ao longo da marginal. Para maior rapidez, o comboio da linha de Cascais a partir do Cais do Sodré chega à estação de Belém em cerca de 7 minutos, seguidos de uma caminhada de 10 minutos. Ambos utilizam o cartão de transporte Viva Viagem / Navegante.
A que distância fica a Torre de Belém do centro de Lisboa?
Cerca de 6 quilómetros para oeste, na marginal do Tejo. São aproximadamente 25 minutos de elétrico 15E, 7 minutos de comboio mais uma curta caminhada, cerca de uma hora e um quarto a pé ao longo do passeio ribeirinho, ou 20 a 30 minutos de bicicleta ou trotinete elétrica.
Devo ir de carro até à Torre de Belém?
É melhor evitar. O estacionamento em Belém é limitado e os parques junto à marginal enchem cedo nas manhãs de época alta. O transporte público — a combinação popular de ir de elétrico e regressar de comboio — é mais rápido e elimina por completo o problema do estacionamento.