A Torre de Belém é um dos monumentos mais fotografados de Portugal — uma torre de calcário manuelina de quatro pisos, construída entre 1514 e 1519 pelo arquiteto Francisco de Arruda. Encomendada por D. Manuel I como baluarte fortificado para proteger a foz do Tejo, tornou-se símbolo do emergente império marítimo português. Foi deste troço de rio que Vasco da Gama partiu para a Índia em 1497 e regressou em 1499; Pedro Álvares Cabral zarpou para o Brasil em 1500; Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança. A torre foi testemunha de tudo.
Quatro pisos mais o terraço. O baluarte ao nível da água albergava a bateria de canhões. Por cima, distribuem-se a Sala do Governador, a Sala dos Reis e a Sala de Audiências, cada uma ostentando esferas armilares, Cruzes de Cristo e a característica cantaria manuelina de cordas nos caixilhos das janelas. A capela recolhe-se no terceiro piso. O terraço oferece uma das mais belas vistas de Lisboa: o Padrão dos Descobrimentos a 500 m, a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei na margem sul. Reserve entre 45 a 60 minutos para a visita ao interior.
A Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos foram inscritos pela UNESCO em 1983 como um único Sítio de Património Mundial — são historicamente indissociáveis. Ambos encomendados por D. Manuel I, financiados pela mesma riqueza afluente das expedições marítimas. Ambos concluídos no início do século XVI. Ambos concebidos no estilo manuelino, que não existe em mais lugar nenhum. Distam 10 minutos a pé um do outro. Visite-os na mesma manhã e terá o dia mais completo de história imperial portuguesa que é possível viver.